Série Ambiente de Negócios I – Os Investimentos na Agricultura Dependem da Integração Comercial do Brasil no Mundo

Lead: Essa pesquisa faz parte de uma série de que apresenta as características do Ambiente de Negócios no Agronegócio Brasileiro para informar os investidores potenciais nesse setor da economia acerca das vantagens e desvantagens de se investir em projetos. As negociações internacionais e os mercados de acordos bilaterais e regionais não dão respaldo a investimentos no Agro em virtude de acesso limitado a mercados externos. Para eles temos que dirigir nossas buscas de oportunidades de investimento, inclusive de produtos processados.

Sumário Executivo


Os investidores potenciais no Agro brasileiro devem voltar suas vistas para o comércio exterior, porque para produzir para o mercado interno sempre haverá um risco institucional de o governo alterar as regras do jogo, haja visto o caso do etanol. As perspectivas das negociações agrícolas não são boas. Tampouco podemos apostar, quando formos investir, em abertura de mercado quando o país não promove, adere, nem reconhece a importância dos acordos bilaterais e regionais para preservar nossos mercados importadores e abrirmos novos mercados. Essa pesquisa tem por objetivo informar os investidores potenciais na agricultura brasileira sobre o estado atual das condições de exportações de produtos agrícolas. Investir sem conhecer as possibilidades dos mercados mundiais é correr risco desnecessário. Há dificuldades oriundas do estancamento das negociações multilaterais no âmbito da OMC. Não sabemos as reais dimensões dos acordos parciais regionais e seus efeitos sobre as exportações brasileiras. A combinação desses dois fatores pode limitar muito o acesso a mercados dos produtos brasileiros. Para a agricultura, no âmbito da OMC, permanecem mais vivos do que nunca os impasses das negociações. A agricultura sempre continuará sendo uma área que causa grandes impasses nas negociações. Há indicações claras de que devemos acelerar a participação do país em acordos bilaterais e regionais. Nessa linha, os anos recentes não têm sido muito bons para o Brasil. Há pelo menos cinco acordos que afetam diretamente as exportações brasileiras que merecem nossa atenção. O Brasil não pode ficar fora dessa tendência, sob pena de perder o “bonde da História”. Não parece haver pressão por parte dos exportadores de produtos agrícolas para o país alterar sua postura “contemplativa” no cenário mundial, ficando de fora dos acordos de comércio. Além disso, há os problemas de contenciosos comerciais, como nos casos de concorrentes (algodão) e de importadores (carne e cana açúcar), com disputas comerciais relevantes. O Brasil enfrenta ainda dificuldades de acesso a mercados de produtos processados, que são importantes para exportações de valor adicionado. O futuro está reservado para países com investimentos em Cadeias Globais de Valor (CGV). O Brasil tem um esboço de formação de uma CGV, na agricultura, e se elas forem implantadas haveria atração de investimentos no país e facilitaria as negociações, pois mercados integrados tendem a reduzir tarifas e, mais ainda, como as cadeias precisam de outros serviços, a formação da CGV propiciaria avanços em entendimentos em torno dos novos temas, como serviços, investimentos e propriedade intelectual.

 
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