Oportunidades de Desenvolvimento Agroindustrial no Estado do Rio de Janeiro

Introdução

            Com a valorização dos produtos agroindustriais no Brasil, o Rio de Janeiro desperta o interesse de investidores, em razão de sua proximidade de grandes centros de consumo, além de sua boa logística portuária. O estado não tem, porém, potencial na produção de cereais, grãos, fibras e oleaginosas, que exigem grandes extensões de solos planos e propícios à mecanização, o que não é o caso da topografia fluminense. Assim, a tecnologia e a escala técnica e econômica adequadas a esses produtos são incompatíveis com a topografia tipo “mar de morros” do estado.


Nesse sentido, o potencial do Rio de Janeiro está no aproveitamento de terrenos ondulados, aptos para o plantio de eucalipto, várzeas para a exploração da pecuária leiteira e bovinocultura, e campos para a produção de olerícolas . Além disso, novas atividades começam a despontar no estado, como a fruticultura, a floricultura, a apicultura, a horticultura hidropônica e orgânica, a silvicultura e a pesca. A horticultura, em particular, é uma atividade muito bem-sucedida no estado, sendo o carro-chefe dos pequenos produtores.
            Nesse contexto, os objetivos deste texto são caracterizar o setor agropecuário fluminense, avaliar seu desempenho recente, identificar oportunidades e propor iniciativas que permitam ao setor avançar mais rapidamente no futuro. Sempre que possível, se tenta contrastar o caso do Rio com o de outros estados da região Sudeste ou regiões com bom desempenho no setor agropecuário.
            Além desta introdução, o texto está organizado da seguinte forma. A segunda seção faz um breve relato do desempenho recente da agropecuária no estado, comparando-o com o de outros estados da região Sudeste. A terceira seção apresenta as características estruturais da agropecuária fluminense, caracterizando o uso da terra e uma série de indicadores tecnológicos e econômicos, todos analisados segundo o tamanho das propriedades rurais. A quarta seção discute a capacidade de o setor no estado gerar renda — elemento essencial para garantir investimentos no futuro e crescimento do setor. São analisados o número de estabelecimentos por classe de renda líquida e o nível de instrução dos proprietários — essa última variável-chave na geração de renda.
            A quinta seção examina o potencial de crescimento do setor, como subsídio para uma política de atração de investidores para a agropecuária fluminense. Isso é feito individualmente para cada um dos subsetores que respondem pela maior parte do PIB agropecuário estadual.
            A sexta seção é dedicada aos óbices ao crescimento setorial, focando as dimensões de tecnologia, crédito e financiamento. Ao mesmo tempo que se identificam os obstáculos, se sugerem soluções, baseadas em experiências bem-sucedidas em outros estados brasileiros, através de uma resenha acerca de consórcios e condomínios agrários, alianças mercadológicas e arranjos produtivos locais.
O texto termina com uma seção de conclusões.

 
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