Revelando os Ativos do Conhecimento da Empresa Como Forma de Concepção de Estratégias: Uso do Sistema de Indicadores de Desempenho (BSC) e dos Mapas Estratégicos



Lead: Duas ferramentas indispensáveis ao gestor do agronegócio revelam como alinhar a visão e a missão da empresa com a ação, iniciativas e estratégias, revelando, ao mesmo tempo, formas de atingir elevados padrões de resultados financeiros através do foco de forma harmônica nos clientes, nos processos internos e nas formas de valorização de capital humano, na infraestrutura de informação e na cultura organizacional. Essa é uma das ferramentas mais usadas no momento.


Sumário Executivo

O Sistema de Indicadores Equilibrados de Desempenho (Balanced Score Card – BSC) está entre as ferramentas mais eficazes para a promoção de uma reorientação da organização da nossa empresa para atingir objetivos de resultados financeiros, satisfação dos clientes, excelência nos processos internos e para algo que é a base de sustentação do nosso empreendimento: capital humano, capital de informação e capital organizacional. Na metodologia estas são chamadas “perspectivas” ou áreas-chave da empresa. Após sua implementação os resultados comprovadamente transcendem os limites dos resultados financeiros, que foram por muitos anos os principais indicadores de desempenho.
Mais importante, o BSC desenvolveu uma nova ferramenta coirmã, os Mapas Estratégicos. Ambas as ferramentas são absolutamente indispensáveis no kit de instrumentos de gestão moderna. Ambas se destinam a converter a Missão, a Visão da empresa em ações, medidas, iniciativas estratégias destinadas a gerar os mais elevados níveis possíveis de indicadores de desempenho em diversas áreas-chave (perspectivas) da empresa. O desempenho financeiro é analisado a partir do desempenho das demais perspectivas da empresa. Kaplan e Norton valorizam os ativos intangíveis mais importantes da empresa: rede de relacionamentos; lançamento de produtos inovadores; processos produtivos para produtos customizados; mobilização e motivação dos colaboradores; e uso de tecnologia de informações como base de desenho de estratégias. A chave do crescimento dos negócios – dentro de um enfoque mais atual – consiste no aprofundamento do desenvolvimento dos ativos intangíveis. Entre eles os autores valorizam o capital humano (como base dos ativos intangíveis).
O capital humano desenvolve o capital organizacional, outro ativo muito importante. Os autores propõem formas de implementação do BSC e dos Mapas Estratégicos, por etapas e de forma completa, através do Sistema de Dez Iniciativas Essenciais, hoje consagrado em literatura. Os Mapas Estratégicos são formas de organizar a empresa de tal forma que eles (os mapas) vão revelando ativos ocultos da empresa todos baseados no conhecimento que existem dentro da própria organização; transformam a estratégia em processo contínuo; mobilizam as lideranças da empresa; e introduzem o sistema de gerenciamento por resultados. Há dois mapas estratégicos propostos: o primeiro é mais simples e se destina a propor um conjunto de perguntas destinadas a criar valor para as empresas (privadas e públicas). O segundo mapa desenha a organização para a criação de valor, com muito maior nível de detalhamento.
Os autores desenvolvem um conjunto de perguntas mais freqüentes para esclarecer dúvidas no momento da implantação do mapa definitivo. Para o processo de concepção e implantação dos mapas os autores propõem um checking list em todos os componentes, etapa por etapa, perspectiva por perspectiva; inclusive com detalhamento das perspectivas. Ao seguir o checking list emerge o conhecimento de todas as opções estratégicas possíveis para uma empresa do agronegócio. Este texto termina com duas partes. Na primeira apresentamos o caso de uma empresa alinhada com as melhores estratégias hoje disponíveis no mercado: a Ceratti Agronegócio. Após um breve histórico da trajetória da organização pedimos ao leitor que enquadre cada estratégia da Ceratti dentro do Mapa Estratégico de Kaplan e Norton. Um exercício que fascina pela descoberta de estratégias do mundo real. A última parte do texto faz uma revisão dos principais conteúdos dos dois livros de Kaplan e Norton sob a forma de slides ou quadros-resumo.

 
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