Neutralizando as Forças que Afetam a Sobrevivência e o Crescimento da Nossa Empresa na Concorrência e o que Pensam os Concorrentes



Lead: O Agronegócio está sujeito a cinco forças que condicionam a rentabilidade dos empreendimentos.  Ou as controlamos ou não conseguiremos crescer ou até mesmo sobreviver no nosso ambiente de negócios sempre muito agressivo e competitivo.




Sumário Executivo

            A rentabilidade do agronegócio depende de cinco forças: a) a possibilidade de a indústria (ou setor) ser “aberta”, com livre entrada na atividade; b) o poder de barganha dos fornecedores; c) o poder de negociação dos compradores; d) a ameaça do aparecimento de produtos substitutos altamente competitivos; e, e) o nível de rivalidade e concorrência entre as empresas dentro do setor. O controle de cada uma e todas essas forças e suas respectivas intensidades determina o nível de lucratividade de nossa empresa. Controlamos as “5 Forças” de Porter? Quais as estratégias para neutralizá-las no agronegócio? O que os empresários do setor sugerem como conduta em relação aos concorrentes, dentro do quadro de atuação de cada uma destas forças? Este é talvez o texto mais importante de gestão estratégica produzido até hoje. No dia-a-dia dos empresários e em quaisquer negociações com fornecedores, compradores, concorrentes, assim como nos casos de compra de uma empresa, associações com parceiros em um empreendimento, em fusões, aquisições, takeovers, a análise destas forças e o uso dessa ferramenta é imprescindível. Esta é a primeira ferramenta de avaliações das forças que reduzem a rentabilidade de um negócio e a primeira forma de identificar quais as estratégias que podem dominá-las. A escolha das estratégias foi feita, nesse documento, através de perguntas em uma pesquisa de opinião com os próprios dirigentes do agronegócio.
            Adaptamos as chamadas Cinco Forças de Porter que determinam o nível de concorrência em qualquer setor do agronegócio para o contexto do agribusiness brasileiro. O vigor destas forças determina em última instância a rentabilidade da nossa empresa, ou controlamos essas forças ou nossa empresa terá grandes desvantagens em sobreviver num ambiente com diversos concorrentes. Uma indústria aberta – como a pecuária de corte – permite que entre e saiam concorrentes a qualquer momento. Os fornecedores tendo poder de negociação são capazes de impor condições de preço “incompatíveis com nossos orçamentos”. A mesma coisa ocorre com os compradores. O seu poder de barganha, principalmente no setor agrícola e no agronegócio, em que se compra de muitos e se vende para poucos, acaba impondo condições de preços e venda que podem ser desfavoráveis. Outra ameaça importante é a dos produtos substitutos pois no caso dos clientes serem não fidelizados, estes poderão vir a procurar o concorrente. Adicionalmente tratamos das chamadas barreiras a saída, ou o que determina permanecermos num negócio que é uma ameaça a nossa empresa porque eventualmente devemos abandonar o ramo de atividade. As chamadas Cinco Forças de Porter são um ponto importante na literatura de Gestão Estratégica, pois têm forte poder explicativo de origem, destino, crescimento e a dissolução das empresas em um regime de concorrência em que atuam as cinco forças fundamentais. Virtualmente todos os setores do agronegócio estão sujeitos a essas cinco forças, desde o estabelecimento rural até a grande empresa agroindustrial, passando pela revenda, prestação de serviço, bancos etc. A concorrência é marcada por essas cinco forças. Por conseguinte é sumamente importante que se tracem estratégias ou a partir de estratégias dos fornecedores, compradores e concorrentes se tracem contra-estratégias e contramedidas destinadas a neutralizar o poder e a intensidade das estratégias originais dos concorrentes.

 
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