Competitividade e Estratégias Empresariais da Cadeia Têxtil no Brasil: Uma Aplicação das Cinco Forças de Porter



Lead: Poucos setores da economia sofreram tanto com a concorrência externa como a cadeia têxtil. A análise das Cinco Forças de Porter nos ajudam a entender o desafio dessa cadeia e a entender até que ponto as estratégias foram bem sucedidas em manter o setor competitivo. Os estudos de caso ilustram a adequação das estratégias propostas por Porter.


Sumário Executivo

A abertura comercial produziu um choque de grandes proporções na forma como as empresas eram administradas no passado, quando a economia estava fechada. As empresas do agronegócio deixaram de competir com o produto importado. Passaram a competir com o que estava “por trás” do produto, com logística, pessoal capacitado, competência da força de venda e, sobretudo, com formas de organização e gestão estratégica. Para definir as estratégias das nossas empresas precisamos conhecer muito bem as cinco forças que afetam as indústrias (e as empresas): livre entrada de novas empresas na indústria (indústria “aberta”); poder dos fornecedores; poder de barganha dos compradores; existência de produtos substitutos e alto poder concorrencial; e rivalidade, o nível de agressividade das empresas dentro da indústria. Estas são as chamadas cinco forças de Porter. Ou as controlamos – usando estratégias competentes para neutralizá-las – ou não sobreviveremos no mercado.
Aplicamos os conhecimentos das Cinco Forças de Porter para analisar as estratégias empresariais da indústria têxtil no Brasil. Conduzimos esta pesquisa entrevistando líderes empresariais dessa indústria no país. Os princípios das lições que aprendemos com as Cinco Forças de Porter ajudam a entender a rentabilidade (baixa e declinante) do setor têxtil no Brasil. O setor têxtil não havia desenhado estratégias robustas para vencer a força da concorrência, apesar de compreender as ameaças que sobre o setor pairavam. Os sinais dos mercados indicaram a necessidades de fusões, construção de escala, investimento em tecnologia, economias de conglomeração, etc. Notamos no decurso da pesquisa que era imprescindível analisar a competitividade de diversos segmentos do complexo têxtil, dos diversos elos da cadeia têxtil.
Após esta análise retornamos ao setor de tecelagem analisando as empresas líderes em segmentos-chave do setor. Registramos um conjunto de empresas importantes. Foi analisada a hipótese – comprovada na prática – de que só com “megainvestimentos”, em escala e tecnologia poderiam proteger a indústria da concorrência externa. Para finalizar foram analisados protótipos de empresas bem sucedidas no setor, tais como a Coteminas, a Cedro e Cachoeira e outras empresas menores. Em todos os casos apresentados foram analisadas em profundidade estratégias absolutamente inovadoras que as empresas usaram para sobreviver e crescer em uma indústria que foi perdendo competitividade em anos recentes.

 
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