As Intervenções Truculentas dos Governos nos Mercados Agropecuários: Estão Mortas ou Podem Ressuscitar Tornando o Ambiente de Negócios na Agropecuária Extremamente Hostil? Estamos falando de 3 Riscos: Risco Institucional, Risco de Negócios e Risco Político.



Lead: Esse trabalho registra o histórico de intervenções dos governos nos mercados agrícolas e suas consequências para a agricultura. O pior dessa história toda é que quanto maior a intensidade das intervenções, tanto menores foram os resultados. Uma triste memória! Todas essas intervenções tornaram o ambiente do agronegócio muito arriscado.


Sumário Executivo

As intervenções nos governos nos mercados agrícolas podem gerar riscos muito maiores (dos que já são elevados) do que existem no mercado. Podem gerar risco institucional – o risco de uma instituição oficial, uma empresa do Estado, um órgão do executivo responsável pela política econômica – para o qual não há seguro. O Executivo pode tributar exportações de produtos agropecuário, importar produtos, etc. Essas medidas tornam o mercado de negócios extremamente hostil. Um imposto de exportação é como uma “barreira” – dependendo, é claro do seu nível que repreza o produto no mercado interno, faz os preços caírem em nível do produtor. Esses impostos também foram usados com a justificativa de que era necessário exportar valor adicionado com produtos processados e/ou industrializados, tudo isso feito em detrimento da remuneração dos produtores de matéria prima para essas indústrias. Isso tudo era feito usando também o pretexto do combate à inflação. O fato é que os governos de 1970 a 2000, com menor ou maior intensidade, usaram uma parafernália de instrumentos para intervir nos mercados, prejudicaram os produtores e, no final, não conseguiram conter a inflação. Tudo isso está morto? Pode voltar a qualquer hora? Há, no momento, restrições às exportações de couros. Há pouco tempo atrás – nos primeiros meses de 2011 – cogitou-se da hipótese de impor restrições às exportações de açúcar, sob pretexto da necessidade de “controlar” os preços do álcool. E a Argentina? Esse é campeã das medidas desastrosas de tributar exportações de produtos agrícolas e carne sob pretexto de que elas causaram desabastecimento!

 
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