A patologia do enorme desperdício de dinheiro no Brasil: a dissipação dos recursos físicos e tecnológicos no país



Texto Completo

Para termos uma ideia de quanto nos custa o pesado fardo da inoperância dos portos – portos que deveriam estar em condições para o país seguir exportando soja e milho e conseguir equilibrar a balança comercial – precisamos conhecer a patologia dessa doença e suas causas. No final, talvez, possamos ter uma ideia do prazo para sanar esse enorme embaraço; muito embora saibamos que será muito difícil colocar prazo em algo que levou décadas sem ter sido feito muito pouco em termos das necessidades de aumento de capacidade operacional à altura do crescimento da produção e das exportações dos produtos agrícolas brasileiros.

Fatos sobre os portos: os sintomas

  1. O Brasil, em 2013, exportará 52 milhões de toneladas de grãos (soja e milho) e 25 milhões de toneladas de açúcar;
  2. Em termos de importações, só de componente de fertilizantes, serão mais 18 milhões de toneladas;
  3. Em termos de movimentação de granéis o total das exportações e importações, dos produtos mencionados, somará 95 milhões de toneladas; na quase totalidade, a movimentação será pelo portos de Santos e Paranaguá;
  4. No acesso ao porto de Santos havia no inicio de abril 25 quilômetros de carretas estacionada na estrada Cônego Domênico Rangoni – cerca de 1.250 carretas ou paradas ou rodando de vez em quando, quando a fila anda, a 20 quilômetros por hora;
  5. No ano passado havia cerca de 120 navios estacionados nos portos de Santos e Paranaguá aguardando a vez para carregar, contra 215 esse ano na passagem de fevereiro para março;
  6. Alguns operadores logísticos no mercado informaram que, no inicio de abril, havia demurrage de US$ 30 mil por dia e filas de 45 dias de espera para descarregar, alem da espera de 27 dias parado o embarque por chuva.
 

 
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