Mauro Lopes Recebe o Título de “Herói da Revolução Verde Brasileira”

Mauro Lopes recebeu da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) o título de “Herói da Revolução Verde Brasileira” durante o VII Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos de 2015. O prêmio foi entregue em sessão solene no Senado Federal, no dia 13 de outubro, quando também foi celebrado os 70 anos da FAO.
“O prêmio Heróis da Revolução Verde Brasileira existe há três anos e presta homenagem a gestores e pesquisadores do setor agropecuário que contribuem de maneira relevante para que o Brasil atenda à demanda de alimentos da população e se torne um grande provedor para o restante do mundo” (SNA RJ).




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Revolução Verde
VII Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos
FGV Notícias
SNA

O Campo Concentra a Pobreza Extrema

LEAD: O campo concentra a maior parte da pobreza no Brasil. Recentemente o IBGE liberou uma pesquisa que mostra que houve uma ressurgência de grande quantidade de indivíduos na extrema pobreza. Isso nos faz questionar as políticas sociais de transferência de renda: podem não ser sustentáveis. Aliviam a pobreza temporariamente, mas não estruturalmente. Por qualquer critério que se adote as evidências são de que a pobreza está concentrada no campo.

Sumário Executivo

Não resta dúvida de que a maior parte da pobreza (e da miséria) no Brasil está concentrada no campo. A pobreza urbana nada mais é do que a pobreza rural que mudou de endereço. O ressurgimento de focos de pobreza indica que as políticas sociais não são sustentáveis. Por mais que pretendam mitigar os problemas de miséria, sempre haverá uma massa de indivíduos não atendidos. Por qualquer critério que se adote, seja renda, classes de renda, número de estabelecimentos, nível de educação, etc. as evidências indicam que a pobreza está radicada no campo. Resolver o problema de indivíduos não resolve o problema da pobreza: suas raízes são muito mais profundas, pois estão na insuficiência de recursos sociais das comunidades onde os pobres vivem. Aí está o foco do problema. Essas comunidades são polos de irradiação da pobreza urbana, sobre ser uma forma de um gueto de pobreza e privação social.

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O Ano Mundial da Agricultura Familiar: A Agricultura Familiar no Brasil e no Mundo

Lead: O ano de 2014 foi declaro o Ano Mundial da Agricultura Familiar. Há uma grande diversidade de critérios usados para definir esse público-meta de políticas públicas destinadas a mitigar os problemas da pobreza no campo. Contudo, a literatura carece de uma revisão das definições dessa categoria de agricultura adotadas no mundo. Essa pesquisa apresenta uma discussão sobre as origens da Agricultura Familiar nos Estados Unidos, no Canadá e na França.


Sumário Executivo


Nos Estados Unidos, a agricultura familiar, solidamente estabelecida após a Guerra Civil, evoluiu para um sistema de intensa utilização de tecnologia. A “corrida pela tecnologia” assumiu tais proporções no início dos anos 30 foram necessárias medidas drásticas para sustentar a renda agrícola. O progresso tecnológico “destruía” estabelecimentos. A tecnologia biológica aumentou de tal maneira os rendimentos que os preços caíram e uma grande parcela dos produtores ou eram amparados pelo Estado, com as políticas públicas, ou acabariam falindo. Os agricultores norte-americanos adotaram tecnologia mecânica, poupadora de trabalho com tratores, colheitadeiras, batedeiras mecanizadas, etc. A partir da metade da década de 50 começou o boom da tecnologia biológica e dos produtos petroquímicos. O progresso tecnológico teria, portanto, um impacto dramático sobre a estrutura da agricultura familiar nos Estados Unidos e no mundo todo. Se não fosse pelo conjunto de políticas de seguro de renda, embutidos nas leis agrícolas, é possível que a agricultura familiar nos Estados Unidos e na Europa tivesse enfrentado reais possibilidades de desaparecimento. Nenhuma estrutura agrícola poderia resistir ao impacto da transformação da agricultura e o progresso técnico. E, nessa mesma linha de raciocínio, não se pode construir categorias de explorações agropecuárias, ou tipologias para estabelecimentos rurais, sem se levar em conta padrões tecnológicos de transformação da agricultura. A solução das políticas públicas do país foi proteger a agricultura familiar. Na França, as novas tecnologias colocaram o país como o segundo exportador mundial de alimentos. Esse crescimento foi acompanhado pela redução da população ativa no setor e pela redução no número de estabelecimentos. 

Análise do Programa Nacional da Agricultura Familiar (PRONAF): Conceitos, Critérios e Suas Definições

Lead: O ano de 2014 foi declaro o Ano Mundial da Agricultura Familiar. Há uma grande diversidade de critérios usados para definir esse público-meta de políticas públicas destinadas a mitigar os problemas da pobreza no campo. Contudo, a literatura carece de uma revisão dos conceitos, critérios e definições do que seja a Agricultura Familiar. Até 2000, as classificações dos públicos-meta utilizados na condução da política agrícola estavam ligadas ao crédito rural (SNCR/MCR), com categorias do tipo “mini” e “pequeno produtor”, cuja finalidade precípua era promover o racionamento externo de crédito, uma vez que, com taxas de juros negativas e elevados subsídios, a demanda por crédito era infinita. Pretendia-se fazer uma opção preferencial por “essa categoria de produtores”. Contudo, não se dispõe de um estudo que avalie (a eficiência e a adequação) nem mesmo dessa classificação, para os propósitos para os quais ela foi feita: essa classificação canalizou recursos para esse grupo, garantindo a exclusão de grupos para os quais ela não foi desenhada? Ou acabou excludente em relação ao público-meta para o qual foi criada? Acresce ainda que, para fins de (eficiência de desenho e implementação de) política de crédito rural, necessita-se de algo um pouco mais específico para a gestão do instrumento: algo como uma tipologia, que considere variáveis tais como rentabilidade do estabelecimento, tipo de tecnologia utilizada, capacidade de pagamento, disponibilidade de renda fora do estabelecimento (para alavancagem dos créditos de terceiros), etc. A busca de uma tipologia específica tornou-se necessária para a compreensão de quem são os produtores brasileiros nesse “universo” que se constitui na “opção seletiva dos formuladores de política”, dentro de um conceito de responsabilidade social do Estado.


Sumário Executivo

Ambiente de Negócios III: Como Investir em Agricultura Que Entrou no Túnel do Tempo? O produto agrícola sai da fazenda no século XXI, atravessa o país em estradas do século XX e chega nos portos no século XIX.

Lead: Essa pesquisa faz parte de uma série de que apresenta as características do Ambiente de Negócios no Agronegócio Brasileiro para informar os investidores potenciais nesse setor da economia acerca das vantagens e desvantagens de se investir em projetos. A agricultura de alta tecnologia tem sido prejudicada por infraestrutura modesta. O esforço dos produtores que geram vantagens competitivas se dissipam ao longo das vias e portos, ficando no final desvantagens competitivas. O Brasil exportaria tecnologia não fossem suas exportações de fretes e portos modestos.

Sumário Executivo


A agricultura tem seus pés bem plantados no século XXI. Mas fora da porteira, entra no túnel do tempo. Embora pareça exagero, essa visão descreve com realismo o que se passa entre a fazenda e a logística de escamento da produção. Dentro da porteira da fazenda o Brasil produz commodities intensivas em ciência, tecnologia, inovação, capital humano e competência profissional dos produtores.

Série Ambiente de Negócios X - Pesquisa Tecnológica Essencial Para o Investimento no Agronegócio

LEAD: O investidor potencial no Agronegócio necessita de informações sobre o doing business (“fazer negócio no Agronegócio”). Em particular um condicionante dos investimentos privados é a disponibilidade de pesquisas e tecnologias adaptadas à região onde se processarão as inversões em capital fundiário. Esse relatório pertence a uma série de pesquisas destinadas a identificar o Ambiente de Negócios para empreendedores buscarem oportunidades de investimentos no Agronegócio.

Sumário Executivo


A Embrapa tem centros de pesquisa que dão uma cobertura suficiente para viabilizar com tecnologia investimentos em muitas regiões brasileiras. Nesse relatório de pesquisa estudamos: a) as características da pesquisa agropecuária no Brasil, que definimos como de avançar através de “ondas” sucessivas de gerações de focos em paradigmas de inovação; b) o modelo de inovação tecnológica induzida que, de acordo com nossa interpretação, funcionou como fio condutor consistente que perpassou todas as gerações de pesquisas; c) o sistema nacional de pesquisas agropecuárias do país; d) o papel dos centros de pesquisa do exterior que contribuíram para nossos avanços nas pesquisas e nas tecnologias agropecuárias; e) o avanço tecnológico na agropecuária do Brasil: o papel dos investimentos privados em setores tais como os setores de sementes melhoradas; f) as principais gerações de pesquisas agropecuárias no Brasil. O objetivo desse relatório é, pois: a) gerar conhecimento de forma a mitigar os riscos inerentes a projetos nesse ramo; b) explorar as percepções dos empresários acerca de se fazer negócios no Brasil; e, c) contribuir para que se possa auxiliar os empresários a aprimorar seus modelos de negócio.

Ambiente de Negócios V – Para Que Servem os Programas e Projetos Oficiais Para a Agropecuária Brasileira? Quais Usar Para Nortear Nossos Investimentos?

LEAD: Um novo governo? Quais as experiência das políticas agrícolas do passado? Para Que Servem os Programas e Projetos Governamentais Para a Agropecuária Brasileira? Esse relatório pertence a uma série de pesquisas destinadas a identificar o Ambiente de Negócios para empreendedores buscarem oportunidades de investimentos no Agronegócio.

Sumário Executivo

O objetivo desse relatório é, pois: a) gerar conhecimento de forma a mitigar os riscos inerentes a projetos nesse ramo; b) explorar as percepções dos empresários acerca de se fazer negócios no Brasil; e, c) contribuir para que se possa auxiliar os empresários a aprimorar seus modelos de negócio.
O setor agrícola tem apresentado desempenho invejável na economia. É um gigante, mas como todo gigante, tem também seus pés de barro? Padece hoje de insegurança jurídica. Outro mal são políticas de outros setores que afetam profundamente o agro brasileiro, como no caso do etanol. Quantos ministérios e agências reguladoras interferem na política agrícola? Não são poucas as demonstrações de interferências indevidas nas políticas setoriais. Qual o poder do Ministério da Agricultura de formular políticas para o setor? O ministério foi lipoaspirado nos seus quadros técnicos que eram a memória da políticas agrícolas no Brasil? Tem sido consultado ou simplesmente notificado sobre decisões tomadas por outras instâncias do governo? Quando assiste como espectador de decisões tomadas pelo governo? Tem tido competência para se impor a partir de programas, projetos e políticas – cerca de 30 – para a agricultura que são avaliados, ou simplesmente há iniciativas episódicas, sem obedecer um plano de longo prazo para o setor? É possível haver uma meta, com indicadores de desempenho, dentro do princípio que estes indicadores são importantes porque o que não se mede não se gerencia? Esse texto tem como objetivo reunir todos esses elementos mencionados que embora conhecidos, não são reunidos em um único texto.


Série Ambiente de Negócios I – Os Investimentos na Agricultura Dependem da Integração Comercial do Brasil no Mundo

Lead: Essa pesquisa faz parte de uma série de que apresenta as características do Ambiente de Negócios no Agronegócio Brasileiro para informar os investidores potenciais nesse setor da economia acerca das vantagens e desvantagens de se investir em projetos. As negociações internacionais e os mercados de acordos bilaterais e regionais não dão respaldo a investimentos no Agro em virtude de acesso limitado a mercados externos. Para eles temos que dirigir nossas buscas de oportunidades de investimento, inclusive de produtos processados.

Sumário Executivo


Os investidores potenciais no Agro brasileiro devem voltar suas vistas para o comércio exterior, porque para produzir para o mercado interno sempre haverá um risco institucional de o governo alterar as regras do jogo, haja visto o caso do etanol. As perspectivas das negociações agrícolas não são boas. Tampouco podemos apostar, quando formos investir, em abertura de mercado quando o país não promove, adere, nem reconhece a importância dos acordos bilaterais e regionais para preservar nossos mercados importadores e abrirmos novos mercados. Essa pesquisa tem por objetivo informar os investidores potenciais na agricultura brasileira sobre o estado atual das condições de exportações de produtos agrícolas. Investir sem conhecer as possibilidades dos mercados mundiais é correr risco desnecessário. Há dificuldades oriundas do estancamento das negociações multilaterais no âmbito da OMC. Não sabemos as reais dimensões dos acordos parciais regionais e seus efeitos sobre as exportações brasileiras. A combinação desses dois fatores pode limitar muito o acesso a mercados dos produtos brasileiros. Para a agricultura, no âmbito da OMC, permanecem mais vivos do que nunca os impasses das negociações. A agricultura sempre continuará sendo uma área que causa grandes impasses nas negociações. Há indicações claras de que devemos acelerar a participação do país em acordos bilaterais e regionais. Nessa linha, os anos recentes não têm sido muito bons para o Brasil. Há pelo menos cinco acordos que afetam diretamente as exportações brasileiras que merecem nossa atenção. O Brasil não pode ficar fora dessa tendência, sob pena de perder o “bonde da História”. Não parece haver pressão por parte dos exportadores de produtos agrícolas para o país alterar sua postura “contemplativa” no cenário mundial, ficando de fora dos acordos de comércio. Além disso, há os problemas de contenciosos comerciais, como nos casos de concorrentes (algodão) e de importadores (carne e cana açúcar), com disputas comerciais relevantes. O Brasil enfrenta ainda dificuldades de acesso a mercados de produtos processados, que são importantes para exportações de valor adicionado. O futuro está reservado para países com investimentos em Cadeias Globais de Valor (CGV). O Brasil tem um esboço de formação de uma CGV, na agricultura, e se elas forem implantadas haveria atração de investimentos no país e facilitaria as negociações, pois mercados integrados tendem a reduzir tarifas e, mais ainda, como as cadeias precisam de outros serviços, a formação da CGV propiciaria avanços em entendimentos em torno dos novos temas, como serviços, investimentos e propriedade intelectual.

Agricultura, a Coreia Brasileira

Vejam abaixo nosso texto publicado recentemente no jornal O Estado de São Paulo

Agricultura, a Coreia Brasileira

Ignez Vidigal Lopes e Mauro de Rezende Lopes*

Os recordes nas exportações da agricultura brasileira fazem lembrar o desenvolvimento industrial da Coreia do Sul e, guardadas as devidas proporções, seguem uma mudança estrutural baseada em ciência, tecnologia e inovação - fatores-chave por trás do sucesso alcançado em ambos os casos. Nosso setor agroexportador é hoje reconhecido por sua indiscutível capacidade de competir em mercados frequentados por nações na fronteira do conhecimento e da pesquisa. Mercê de investimentos em pesquisa, a agropecuária brasileira foi bem-sucedida em montar um sistema de inovação capaz até mesmo de sustentar o crescimento do PIB brasileiro. O avanço tecnológico permitiu ao País voltar sua vista para a exportação de alimentos: o Brasil transformou-se em nação agroexportadora de primeira grandeza. Contribuíram para o desempenho da agropecuária a orientação dos produtores e investidores em direção a projetos com escala técnica e econômica, além de uma força de trabalho altamente qualificada. A Coreia revelou sua vocação de nação desenvolvida nesses mesmos pilares: exportações, escalas econômicas e técnicas de suas empresas e quadros profissionais de grande competência.

Da Substituição de Importação à Agricultura Moderna

            Nesses últimos 60 anos da Conjuntura Econômica a agricultura brasileira sofreu profundas transformações. Do início dos anos de 1950 até o final de 1960, viveu em crescimento contínuo, fornecendo alimento barato para o consumo e ainda exportando. A partir da década de 1970, o setor passou por um período que se caracterizou por grande turbulência, marcado pela intervenção dos governos nos mercados agrícolas, que gerou instabilidades de preços e de produção, com severas consequências para o abastecimento do país. Nessa fase a agricultura perdeu ímpeto. O Brasil, outrora um grande exportador, passou a depender de importações para equilibrar o abastecimento. O setor agrícola foi usado para sustentar as políticas de substituição de importações e promoção da industrialização. Foi alvo de políticas destinadas a transferir renda do setor rural para o urbano-industrial. No século XXI os setores agrícola e agroindustrial emergem com notável pujança. Como entender que hoje o Brasil tornou-se uma superpotência agroexportadora?  O que ocorreu nesses 60 anos no agronegócio brasileiro?



Os Efeitos das Coalizões nas Políticas Agrícolas e o Comércio Exterior dos Produtos Agrícolas no Brasil

            Como é possível entender o processo de formação de preços das culturas de exportação? Por que o Brasil perdeu sua posição de grande exportador mundial de arroz, algodão e milho, que desfrutava até 1973? Como se pode entender que o governo tenha adotado persistentemente uma política restritiva às exportações com a imposição de toda sorte de controles e impostos de exportações, por um período de tempo tão longo? Estudos nacionais, e em universidades estrangeiras, mostravam de forma inequívoca que esses impostos tinham severos efeitos alocativos que, a longo prazo, prejudicavam muito estas atividades produtivas. Esses impostos incidiam desigualmente sobre o setor agrícola, agravando problemas distributivos no próprio setor. Além disso, a incidência desses impostos, no caso do pressuposto de pequeno país, era interna. Pela violência com que eram aplicados, acabavam gerando efeitos colaterais severos, mesmo para a sociedade como um todo, na medida em que expulsavam mão-de-obra para o meio urbano, criando megalópoles inadministráveis.
            Este trabalho procura responder este conjunto de indagações, do porquê o Brasil perdeu posição de exportador, para uma posição embaraçosa de importador de alimentos, com uma das agriculturas mais poderosas do mundo.



Quem Produz o Que no Campo: Quanto e Onde II

            Quem Produz o Que no Campo: Quanto e Onde II é uma pesquisa elaborada pelo Centro de Estudos Agrícolas do IBRE (FGV) com base nos microdados do Censo Agropecuário de 2006, seguindo a mesma linha de seu antecessor “Quem Produz o Que no Campo: Quanto e Onde”, feito a partir do Censo Agropecuário de 1995/96. Assim sendo, sua finalidade continua a mesma, assim como suas características básicas, que é a de fazer um detalhamento das principais características dos estabelecimentos agropecuários brasileiros, revelando o perfil deste setor no país, assim como em suas regiões. Os dados focados neste trabalho também permanecem os mesmos: número de estabelecimentos, áreas e VBP (total, por subsetores e produtos). Os estratos ainda são, basicamente, os Enquadráveis e Não-Enquadráveis no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além de suas subdivisões, por tipo de enquadramento ou módulo fiscal. O Pronaf é um programa de crédito rural que financia projetos que tenham como consequência a geração de renda para agricultores familiares e assentados da reforma agrária, com taxas de juros menores. Nele poderá ser observado que houve uma redução da participação dos Enquadráveis no VBP da agropecuária brasileira respondendo em 2006 por apenas 22,9% (com 18% da área total), ante 23,6% em 1995/96, tanto em número de estabelecimentos, cuja participação caiu de 68,1% para 64,4% do total no país.



Quem Produz o Que no Campo: Quanto e Onde

            Quem Produz o Que no Campo: Quanto e Onde é uma pesquisa elaborada pelo Centro de Estudos Agrícolas do IBRE (FGV) com base nos microdados do Censo Agropecuário de 1995/96 do IBGE. Possui a finalidade de fazer um detalhamento das principais características dos estabelecimentos agropecuários brasileiros, revelando o perfil deste setor no país, assim como as suas diferenças regionais. Este trabalho fornece dados importantes sobre, por exemplo: número de estabelecimentos, áreas e VBP (total, por subsetores e produtos). Os estabelecimentos são divididos, basicamente, em Enquadráveis e Não-Enquadráveis no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além de suas subdivisões, por tipo de enquadramento ou módulo fiscal. O Pronaf foi criado em 1996, sendo um programa de crédito rural que financia projetos que tenham como consequência a geração de renda para agricultores familiares e assentados da reforma agrária, com taxas de juros menores. Neste estudo veremos que, apesar do apoio deste programa, os Enquadráveis respondem por apenas 23,6% do VBP da agropecuária brasileira, ainda que estejam em grande número, sendo 68,1% dos estabelecimentos do país.



Estudo dos Fatores que Afetam a Competitividade do Agribusiness Brasileiro (Livro)

As ineficiências relativas nas cadeias do agribusiness decorrem de diversos fatores. Eventuais inadequações tecnológicas no setor de produção, como tem sido alegado, podem ser apenas uma dimensão de uma questão mais ampla e mais complexa que envolve também políticas públicas. As decisões do setor privado decorrem, também, de sinais de preços distorcidos por políticas públicas.  Com a abertura da economia estes sinais passaram a ser críticos para os empresários alocarem seus recursos de forma eficiente nos processos de produção e industrialização no agribusiness brasileiro.
Este projeto desenvolve uma nova abordagem para a análise de cadeias e para avaliar a competitividade das cadeias agroindustriais mais importantes como as do algodão, arroz, café, cana e complexo sucroalcooleiro, feijão, frango, leite, milho, soja e trigo. Os resultados desta pesquisa podem ser usados para identificar as vantagens e desvantagens relativas na competitividade das cadeias sobre a ótica das políticas públicas adotadas pelo Brasil e pelos países concorrentes.


No link acima estão incluídos os textos:
  1. Fatores que Afetam a Competitividade da Cadeia do Algodão
  2. Fatores que Afetam a Competitividade da Cadeia do Arroz
  3. Fatores que Afetam a Competitividade da Cadeia do Café
  4. Fatores que Afetam a Competitividade da Cadeia da Cana
  5. Fatores que Afetam a Competitividade da Cadeia do Feijão
  6. Fatores que Afetam a Competitividade da Cadeia do Leite
  7. Fatores que Afetam a Competitividade da Cadeia do Milho e Frango de Corte
  8. Fatores que Afetam a Competitividade da Cadeia da Soja
  9. Fatores que Afetam a Competitividade da Cadeia do Trigo
  10. Efeito das Políticas Públicas Sobre a Competitividade das Agroindústrias Brasileiras


The end of five decades of taxation of agriculture in Brazil

            The underlying scenario of the perspectives of changes made to the agricultural policies of the United States of America and the European Union are the financial crisis that have impacted the two largest producers of agricultural products in the world. The time of tax restrictions is here, which should have repercussions on the allocation of agricultural subsidies. This measure should open new and good growth perspectives for Brazilian agriculture. As well as the perspectives of subsidy changes, there are yet undeniable opportunities in the world market. However, if Brazilian agriculture is to benefit from market opportunities, it is necessary for all policies that distort economic production incentives to be eliminated. At the time when the 150th anniversary of the Ministry of Agriculture, Livestock and Food Supply is being celebrated, it is interesting to measure the effects of the changes made to macroeconomic policies and the sectorial policy over the last five decades. In particular, the events that have taken place over the last decade in terms of reduction of the levels of protection and taxation of agricultural products should be addressed, compared to industrial products. In other words, it is our intention to understand to what extent Brazilian agricultural policies prepare the agricultural sector to compete in world-markets.

Adjusting Out of an Import-Substitution Industrialization Policy to an Agricultural Modernization Policy – Brazil

            The objective of this paper is to present and discuss the Brazilian experience in the adjustment process that agriculture hat to face in moving from an Import-Substituting Industrialization (ISI) policies which discriminated severely against agriculture to a more open trade regime. This paper emphasizes the nature of the adjustment problems that Brazil faced as it made this transition. For nearly three decades Brazil pursued an ISI policy. Their consequences will be shortly reviewed in this paper. Emphasis will also be placed in the problems of management of a modern agriculture under macroeconomic stabilization.

Ranking Social Policies And Projects Revisited

            The mandate of development institutions is to reduce poverty. Approximately more than (X) 70% of poverty is in (urban and) rural areas poorly served by governments. Often public policies in developing nations respond to political pressures, are dominated by urban bias, and are “top down”. The (urban and) rural poor don’t participate in the public choice process.

            This proposal is to build a “comprehensive” index, easy to understand by all stakeholders and target groups, to assess the degree of progressiveness of policies for the (urban) rural poor vis-à-vis overall public policies. The index will be constructed integrating sub-components which reflect specific desirability criteria to meet welfare benefits of policies for the (urban) rural poor.

Distortions of Economic Incentives in Agriculture in Brazil

            During the period since 1950, agricultural policies in Brazil experienced major changes. A policy of forced industrialization and import substitution lasted for the first four decades. This included a period of strong policy interventions to promote industrialization through import substitution, and a period where taxation of agriculture was combined with domestic support policies based on subsidized credit and a Minimum Price Policy (MPP). By contrast, the most-recent 15 years have seen less government policy intervention in agricultural markets, fiscal disciplines, and strong control over monetary policy designed to contribute to macroeconomic stabilization, and substantial trade liberalization.


Impacto da Tecnologia no Padrão de Vida do Campo: Dimensão Social da Tecnologia

Lead: Qual é o impacto social do uso de tecnologias? Quais são os fatores positivos e negativos que afetam o bem estar no campo?

Investimento Em Assistência Técnica e Retornos Sociais

Lead: Como os investimentos em tecnologia pode reduzir a necessidade de gastos com políticas públicas sociais, principalmente as assistencialistas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no campo?

 
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